segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Passos, descompassos e fofuras

Não contei pra vocês, mas na segunda-feira pós festa de um aninho, Manu deu seus primeiros passos.

Ela dançava ( ela A-MA dançar!) atracada à estante da sala e eu a chamei em minha direção. Estiquei o braço para que ela me segurasse, mas a mocinha veio toda linda, de braços levantados e movimentos à la pinguim. Linda demais.

Ao chegar pertinho de mim, atirou-se e caiu. Nada demais. Principalmente se compararmos a outros tombos que ela já levou. Mas ela não curtiu nadinha.

Pois bem, dali pra cá só ensaiou andar outras três ou quatro vezes e olhe-lá!!! Quando ela está em pé, solta as mãozinhas e consegue se manter por bastante tempo. Ela nem desequilibra. Quando desiste ou percebe que está sozinha, ela dobra os joelhos e senta, como mocinha que é.

Eu assumo que estou BASTANTE ansiosa para vê-la andando. Nesta noite, inclusive, sonhei que ela andava da sala até o meu quarto, e eu, feliz da vida, corria atrás dela. Estou doida para vê-la por aí, me deixando de cabelos brancos.

Por outro lado, eu sei que ela está pronta e que não há nada de errado com ela. Basta perder o medo e andar. Só isso.

Eu tomo muito cuidado para não pressioná-la. No entanto, faço o que posso para estimular essa nova etapa. Ela passa o dia livre, no chão, andando pela casa segurando nos móveis. Em vários momentos, seguro-a por uma das mãos e caminho com ela pela casa. Deixo que ela me guie.

Também não sou daquelas de comparar desenvolvimento das crianças. Cada uma tem seu tempo para tudo.

E por falar em desenvolvimento, a cada dia, a baixinha está mais e mais figura. Eu tenho crises de riso o dia todo.

Para começar, como a danada gargalha pra mim. Tenho cara de palhaça, só pode! Nada faz com que ela chore de rir como eu. É impressionante (e delicioso!).

Além disso, a danada adora dançar.Parece uma roqueira, sacudindo a cabeça para todos os lados. Qualquer sonzinho diferente e ela começa a sacolejar. É foférrimo!

Ela aprendeu a apontar para muitas partes do corpo. Mostra o dente, o nariz, o pé, a orelha, o umbigo...Ah, o umbigo! É apaixonada pelo meu. Arranca minha blusa para beijá-lo; É uma comédia!

Aprendeu a imitar uma vaquinha (por causa da Galinha Pintadinha) e um cachorro, mas este último já esqueceu!

Sua característica mais forte é o carisma. Sorri para todo mundo e manda muitos beijos para qualquer um. Entendam bem, MUITOS BEIJOS MESMO e PARA QUALQUER UM MESMO! Mas não curte ir no colo de qualquer um.

Nos dá cheirinho e beijinhos de nariz também. Quando estamos nós três na cama, é uma delícia. Manu é muito carinhosa e fica tonta de tanto nos distribuir beijinhos. Dá em um e no outro, revezando. É uma delícia!

Faz “te amo” com os bracinhos. Ela se abraça e se sacode de um lado pro outro.

Sabe ninar as bonecas (e o telefone, e a mamadeira, e qualquer coisa que segure) e aprendeu a brincar com elas. Dá comidinha, mamadeira, para elas e para nós.

Já fala neném (não pode ver a prima pra falar de um jeito muito gostoso e, claro!, mandar muitos beijos pra ela), cabô (é um “abu” acompanhado das mãozinhas de cadê!), dá e não! Além de papai e mamãe, né?

Quando perguntamos “quem é mocinha”, ela bate no peito dizendo que ela! E muitas muitas muitas outras gracinhas apaixonantes. Tem denguinho, tem boquinha, tem alô...

Para terminar, amou a praia. Levamos sua piscininha e ela fez muita bagunça!


Minha mocinha está a delícia das delícias, me enchendo de orgulho e amor. Só falta sair por aí andando e desbravando tudo. E quando isso acontecer, com certeza, virei aqui contar!                                                                 
Carioquinha!
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terça-feira, 17 de setembro de 2013

Sempre disponível!

Com o primeiro ano da Manu, vieram um bocado de reflexões sobre a minha forma de maternar durante esse tempo. Sobre como eu me posicionava há um ano e sobre onde me coloco agora.

Percebo que bastante coisa mudou. Venho percebendo diariamente o surgimento de uma nova Patricia (já falei um pouco sobre isso outras vezes), muito mais confiante e segura. Uma nova Patricia que,apesar dos receios naturais, consegue vislumbrar um futuro bacana e ter forças para lutar por ele.

Hoje, consigo ver com clareza que o medo de ser julgada mexia com meus sentimentos e que, no fundo, eu me importava, sim, com o que "as pessoas iriam dizer". Aquilo não me impedia de tomar minhas decisões e de seguir meu caminho de acordo com as minhas crenças. Mas a desaprovação ou possíveis olhares tortos (de absolutamente qualquer pessoa) me causavam mal-estar.

No decorrer desse ano, fui amadurecendo e adquirindo confiança ao ver os resultados positivos das minhas escolhas. Pude perceber que há sempre uma infinidade de opiniões distintas, caminhos a serem seguidos e pessoas para julgar. Taí uma lição muito-bem-aprendida-graças-a-Deus.

Cada escolha que faço em relação à princesa é pautada- em primeiro lugar - nos meus princípios (e do marido, é claro!), no que acredito,em conversas com a pediatra, em pesquisas e conversas com outras mães. Claro que as chances de errar estão sempre nos rondando. Claro que nem toda escolha dá certo e é preciso saber recuar e recomeçar.

Mas de todas as escolhas que tive de fazer, de todas as posturas que tive de adotar, aquela da qual realmente me orgulho é de ter escolhido estar sempre disponível para minha filha. E quando eu digo sempre é sempre mesmo.

Estar disponível está longe de significar fazer todas as vontades ou estar sempre fisicamente grudada a ela. Significa, no entanto, tê-la como minha absoluta prioridade. Para ajudá-la, em qualquer situação, eu estou aqui. De braços abertos, com sorriso no rosto e sentindo-me privilegiada por tê-la como filha.

Conversando com minha mãe sobre isso, percebi que estou agindo pelo exemplo (sempre tão relevante na criação de um filho) que ela me deu. Minha mãe - tantas e tantas vezes comentada aqui - é, até hoje, disponível para mim e minha irmã. Ambas casadas e mães. Uma com 27 (quase quase 28) e outra com 32.

Minha mãe trabalha em dois empregos e, ainda assim, nos tem como prioridade. E sabemos disso. Não houve em nossa vida uma única situação em que estivesse ausente ou se passasse em omissão. Nun-ca!!!

De uma forma ou de outra, ela participa intensamente de tudo que nos acontece, seja relevante ou não! E isso é impagável. Ter a minha mãe por perto me traz segurança e confiança, mesmo que muitas vezes tenhamos pontos de vista bastante contrários - fato que nunca atrapalhou nossa amizade.

E é bem isso que quero fazer para sempre na vida da minha filha! Quero que ela saiba que eu estou aqui para ela. Sempre, sempre, sempre. Para absolutamente qualquer coisa, eu estou ao seu lado. Quero que ela confie em mim como eu confio na minha mãe. Quero transmitir a ela a segurança que a minha me transmite e que ela tenha dentro de casa a sua base firme e seu norte claro.

Por isso, nesse um ano, não houve um momento sequer em que eu perdesse a paciência com ela. Em momento algum, me irritei. Mesmo nas bronca, eu estava serena e, na maioria das vezes, rindo por dentro. Afinal, criança faz arte e cabe aos pais educá-las, não é mesmo?

Como acordar de mau humor com a criatura mais linda do mundo tentando te dar a sua chupeta? Como ficar realmente brava com alguém que te acorda com beijos? Como não estar disponível para alguém que diz que te ama com os olhos e que te faz experimentar a maior felicidade do mundo?

Não posso.

Por gratidão à vida, por gratidão a ela, eu escolhi viver para ela. Nas horas boas e ruins. Com sorrisos e lágrimas. Com brigas ou gargalhadas. Eu estou aqui por ela! Eu estou aqui pra ela!


segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Mais Festa

Como prometido, estou de volta com mais fotos e detalhes sobre a festinha da Manu, cuja preparação começou praticamente junto ao parto.

Para começo de conversa, eu não gosto de temas com personagens e tive de aproveitar enquanto ela não tem poder de decisão para mantê-los bem longe de mim. Não queria de jeito nenhum Galinha Pintadinha, Minnie ou algo parecido.

Não precisava também ser nada super diferente. Queria apenas que fosse fofo e delicado.

Por isso, quando, passeando pela internet, vi o tema Jardim, pensei: é esse! Comuniquei ao marido – sempre muito participativo – que também curtiu bastante a ideia.

Nessa época, Manu não devia ter mais de dois meses...

Um pouco mais tarde, escolhi o vestido que usaria e, a partir dele, decidimos as cores da festa:
Rosa, amarelo e verde.

Daí em diante foi pesquisar muita referência e correr atrás. Muito Saara e muita Cadeg até que tudo estivesse pronto.

Com a vantagem de ter um marido designer, preparamos em casa o painel e todas as etiquetas usadas nos brindes. Recortamos e colamos tudo muito artesanalmente.

Alugamos os móveis, compramos os pirulitos decorados, o bolo e as comidas. No mais, fomos nós que pensamos e confeccionamos.

E a festa ficou bem delicada e a nossa cara! Foi tudo bem do nosso jeito.

Deixo vocês com algumas lindas fotos da fotógrafa Ana Cantarini e com a já existente dúvida para a festa de dois anos:



A Sorveteria ou o Parque de Diversões da Manu???
















quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Menos 150g




Por aqui, dia de pediatra é igual a dia de guerra contra a balança. Sim. De novo com este papo. Última vez que os encho com isso.

Diferente das outras, na consulta de ontem, fui preparada para uma relevante perda de peso da baixinha. 

Afinal, durante duas semanas, ela sofreu com uma virose chata e insistente que quase se transformou em otite. Ora...Perda de apetite na certa!

Para completar o cenário, foi necessário tomar antibiótico que, como efeito colateral – e para dificultar um pouco as coisas - , soltou lindamente seu intestino.

Não tinha jeito. Eu já sabia: ela não engordaria de novo.

Por outro lado, fui pronta para o pior. Apostava em uma perda de meio quilo quando, na realidade, apenas cento e cinquenta gramas foram perdidas. Estamos no lucro!!!

Como numa terapia, mais uma vez, a pediatra conversou comigo e me mostrou que não há absolutamente nada de errado com ela. Mantendo o discurso de criança saudável, cheia de energia e, principalmente, feliz. 

Ela repetiu diversas vezes que criança mal nutrida é prostrada e que jamais teria o brilho nos olhos que Manu ostenta. Achei fofo.

Deveríamos espaçar, a partir de agora, as consultas. No entanto, já deixamos marcada uma visita no próximo mês apenas para pesá-la e ver como ela reage à virose.

Para terminar a consulta que transcorreu à base de MUITO choro da gordinha, ela disse que não precisamos mais nos preocupar tanto em levar comidinha de casa para a rua. A partir de agora, podemos pedir nos restaurantes uma comidinha leve para ela. Frango grelhado com legumes cozidos, macarrão... Coisinhas menos temperadas.


Fiquei feliz. Sinal que está deixando de ser bebê e se tornando uma linda criança. 

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

A Festinha e o Show

No sábado, fizemos a festinha de aniversário da princesa. Passei a semana com dores no estômago de tanto nervoso.

A lista de convidados era extensa e eu não lido muito bem com isso. Gosto de coisas íntimas, sabe? Aquele bate-papo gostoso com pessoas queridas, com comidinhas gostosas e todos bem à vontade. Se houver mais de quinze pessoas, já começo a ter siricutico.

Juro que não é por timidez. Só não gosto.

Mas, dentro de mim, havia a necessidade de comemorar muito a vida da princesa. Sentia que devia a ela superar as minhas dificuldades e oferecer-lhe o meu melhor. E, por isso, conversando muito com o marido, decidimos fazer tudo da festinha. Colocar a mão na massa de verdade.

Contratamos tudo separadamente e cuidamos dos detalhes da decoração. Foram visitas intermináveis ao Saara e à Cadeg para que tudo saísse ao nosso gosto.

Dia sete de setembro, o Jardim da Manuela estava pronto. Do nosso jeito e para ela.
Confesso que fiz tudo imaginando que ela não entenderia nada daquilo, mas, para mim, era importante demais colocar amor em cada cantinho do evento.

Mas Manu, única que é, surpreendeu-me mais uma vez. Mesmo sabendo que minha filha é muito carismática (cof cof, desculpa, mas não é SÓ coisa de mãe babona, não, tá?!), não esperava que ela desse o show que deu.

Manuela, de alguma forma, sabia que aquilo tudo era pra ela. Tenho certeza que sabia. A cada convidado que chegava, do seu convívio ou não, ela saudava com muita alegria. Recebia o presente agarrando os embrulhos com muita força. Em agradecimento, beijava todo mundo, dando-lhes muito carinhos.

E a danada curtiu tudo na sua festa. Dançou, brincou com as crianças, brincou de roda (morri!) e se esbaldou.

Na hora do Parabéns, quase explodiu de alegria ao ver todas aquelas pessoas ali por ela. Regeu nossos parentes e amigos. Pedindo palmas, sorrindo, mandando beijos e usando todo seu estoque de gracinhas. 

Quando acabavam as palmas, ela pedia mais (cadê as filmadoras nessas horas, hein????). Deu um show e quase me matou de tanta emoção. Todos ficaram encantados.

Não resmungou nem dormiu. Já no final, quando só restavam os amigos que nos ajudariam a desmontar a festa, minha mãe subiu com ela para que mamasse e dormisse.

Quando já não havia mais ninguém, olhei para a mesa do bolo e me emocionei. Valeu à pena todo cansaço e sacrifício. Contrariando minhas expectativas, ela me entendeu e soube receber tudo aquilo que eu queria dar e retribuiu-me da melhor maneira possível! Muito mais que eu podia imaginar e pedir.

Para completar, minha mãe disse que, de madrugada, dormindo, ela batia palmas, sorria e mandava beijos. 

Pode isso? Até em sonho ela curtiu sua festa.

Na manhã seguinte, prolongando ao máximo a alegria, deixamos que abrisse todos os seus presentes. Seus olhos brilhavam. Que coisa linda de se ver.

Tudo valeu à pena. Meu Deus, como valeu! Estou imensamente feliz!!!!

Pela minha baixinha, ainda faria muito mais. Muito muito muito mais!

E que venha a festinha de dois anos!!!

Te amo, filha!!




Ahhhh...depois posto mais fotos! Promess! 

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Obrigada, filha!

Há um ano, começava a maior transformação pela qual já passei. Uma transformação intensa, contínua e infinita.
Eu deixava de ser a protagonista para ser coadjuvante da história mais linda e perfeita, que nem nos meus melhores sonhos poderia imaginar.
Minha estrela chegou, de tanto brilho, ofuscou-me o olhar e até hoje (e acho que para sempre), todo dia ao acordar, quando a olho, só vejo luz.
Ela é, sim, a luz da minha vida. Que me enche de alegria pelo simples fato de existir. Que faz com que eu me sinta especial por tê-la ao meu lado. Que me faz ter força, coragem e ímpeto de aperfeiçoamento. Que me faz querer ser exemplo.
Há um ano, sei apenas ser sua mãe. Há um ano, amando sem limites e esforçando-me ao máximo para retribuir-lhe o tanto que me dá.
Não há palavras que traduzam este sentimento que toma conta de mim e, de tão forte, me causa borboletas no estômago.
Eu a amo tanto tanto tanto e só tenho a agradecê-la por ser minha parceirinha. Por passar o dia comigo, fazendo muita bagunça e enchendo-me de beijo.
Obrigada por me fazer tão feliz! Obrigada por ser minha filha! Obrigada por ser tão você e por ter vindo para mim!
Desejo, filha, que seja sempre muito feliz. Que Deus a abençoe e que na sua vida não faltem saúde e sorrisos! Que você dê muitas gargalhada.. Que seja leve.Que seja doce. E que tenha, sobretudo, muito amor no coração!
Amo você.
Daqui ao infinito.
Ida e volta.
Infinitas vezes.