segunda-feira, 10 de março de 2014

Um Carnaval de Virose

Feliz ano novo, meu povo! Será que, enfim, este ano começa?

Por aqui, aconteceram tantas coisas que eu não sei nem por onde começar.

Na última vez que escrevi, contei sobre os exames - que graças a Deus não apontaram nada - e a falta de apetite habitué da Manuela, não foi?

Pois então, no dia seguinte, depois de chegar toda serelepe à creche, meu telefone toca comunicando uma febre de 38°C da baixinha.

Temperatura estranha, uma vez que ela não apresentava qualquer sintoma. Nenhunzinho mesmo, a não ser a falta de apetite que, convenhamos, não é nenhuma novidade nesta humilde residência.

Dei banho, antitérmico e esperei para ver o que acontecia. Liguei para a pediatra que me orientou esperar alguns dias até a virose passar.

1, 2, 3, 4, 5 dias de febre! Cinco dias sem qualquer fome. Cinco dias sem comer. Cinco dias aceitando apenas mamadeira.

Não sou de perturbar pediatra. Minha mãe trabalha em pediatria e as médicas-amigas costumam colaborar nas pequenas coisas do dia a dia. Mas desta vez, não podia evitar: ver minha filha amuada, sem comer e emagrecendo não estava me agradando em nada.

Liguei para o consultório e marquei consulta para o dia seguinte. Na parte da tarde, falei diretamente com a doutora. Ela me disse que teria de desmarcar as consultas do dia seguinte, pois estava com um paciente (parente dela) na UTI e não poderia atender às consultas. Para finalizar, disse que se eu estava tão agoniada que era melhor que eu me dirigisse à emergência do plano para tirar qualquer dúvida.

Não gostei e duas horas depois, uma pediatra do pronto-atendimento examinava Manu. Depois de questionar o porquê da pediatra não tê-la examinado e de fazer 1.4578.157.5878 perguntas sobre o peso da minha filha, veio o diagnóstico: virose. Espere mais uns dias que vai passar. Lave o nariz com soro, faça nebulização, continue dando o fitoterápico para a tosse que vai passar.

E assim Manu completou 8 dias de febre! OITODIASDEFEBRE! Não preciso nem dizer que foram, também, 8 dias sem comer.

Passei uma noite em claro, chorando, me sentindo a pior das criaturas. Manuela emagrecendo, enfraquecida e nada da febre ir embora.

Desesperada, liguei pra minha mãe e pedi o contato da pediatra em quem ela confia bastante. Naquele dia, ela não poderia me atender, mas na manhã seguinte abriu seu consultório apenas para ver minha filha.

Bingo!

Quero deixar bem claro que não quero mimo de pediatra. Não quero que ela fique à minha disposição para eu telefoná-la a qualquer hora do dia para falar sobre a cor do cocô ou perguntar se pode colocar batata baroa na sopa. Longe de mim! Mas eu quero alguém que compreenda que minha filha tem apenas 1 ano e meio e que a saúde dela não é brincadeira. Principalmente para mim, a mãe dela!

Manu estava afogada em tanto catarro, prestes a desenvolver uma otite. Seu pulmão estava limpo, mas aquela catarrância não passaria da noite pro dia. 

Não teve jeito. Ela prescreveu alguns remédios, dentre os quais um antibiótico.

Falei muito sobre o quão difícil é fazê-la comer. Ela me tranquilizou bastante, apesar de constatar seu baixo peso. Disse que, primeiro, veria a questão da sua saúde e, uma vez curada, ela partiria pro peso. Manu não comeu porque passou 8 dias com o estômago cheio de meleca.

Depois de 24 horas de remédio, minha baixinha já era outra criança. Disposta, sorridente e - acreditem! - esfoemeada.

Tá...

Esfomeada é um exagero. Mas saiu do jejum e aceitou fazer as refeições. Ela não come muito e eu tenho de respeitar isso. Vê-la comer - mesmo que feito um passarinho - já me deixou bastante satisfeita.

Passamos o Carnaval quetinhos, aguardando uma melhora efetiva. E ela, enfim, chegou!

Já estamos há alguns dias realmente bem. Se alimentando bem, com bochechas coradas e fazendo bastante bagunça. Daqui a dez dias, voltaremos à nova pediatra para ver se realmente está tudo ok com ela.

Hoje, depois de mais de 15 dias em casa, foi hora de voltar pra creche. Achei que o chororô fosse correr solto, mas ela, mais uma vez, me surpreendeu. Foi sem chorar e se esbaldou de brincar.

O choro só veio na hora do almoço - sempre ele! Comeu menos da metade e chorou bastante.

Em casa, dei almoço novamente e a coloquei para dormir.

Depois de tanta correria, vamos ver se, enfim, 2014 começa com o pé direito!











terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

O exame, a virose e o desespero

Já era para eu ter passado por aqui há mais tempo, mas as coisas andam bem fora de ordem na minha humilde residência.

Marido saiu do antigo emprego e agora trabalha de casa e Manuzita pegou outra virose que durou a eternidade de uma semana.

Então vamos lá colocar o papo em dia.

Terça-feira passada ela, enfim, fez seu exame de sangue. Eu estava absurdamente tensa e mau-humorada, dando choque em qualquer um que me desse bom dia. Definitivamente, eu não queria que ela tivesse de passar por aquilo.

Mas, como mãe sofre muito mais que os filhos, até que ela se comportou muito bem e até olhou o sangue subir ao tubo de ensaio. Chorou. Reclamou. No entanto, foi bem longe de ser aquele escândalo surreal pelo qual eu estava aguardando.

Para ela, foi muito pior colocar o saquinho coletor de urina que ser furada por uma agulhinha. O saquinho maldito teve de ser trocado três vezes, porque a moçoila resolveu prender todo seu xixi - muito comum nesses casos. Quando não teve mais jeito e ela enfim fez, vazou tudo - TUDINHO - para a fralda. Não foi possível aproveitar nadica de nada. 

Depois de três horas e meia no laboratório, fomos embora sem o exame realizado. Mas no meio da semana fizemos tudo que faltava.

Quando o resultado saiu, a alegria foi imensa. Manuela não tem nada! Estavam apenas algumas taxas um pouquinho alteradas, anunciando a virose que estava por vir.

Confesso que apesar de clinicamente ela não dar qualquer indício, eu esperava uma possível anemia no resultado. Mas, ainda bem, isso não aconteceu!

Também foi descartada infecção urinária e qualquer outro tipo de problema.

E agora pergunto eu: POR QUE RAIOS ESTA CRIANÇA NÃO COME?

Dente?

Implicância?

Terrible two precoce e vitalício?

Preguiça?

Sério!Eu não sei mais o que pensar e o desespero só aumenta. Se por um lado estou tranquila por saber que a sua saúde vai bem, por outro, procuro alternativas pra reverte este quadro.

Como 2+2=4, certeza que ela já perdeu mais peso desde a última consulta.

Eu rebolo, rebolo e só consigo - quando consigo - míseras 5 colheradas de comida. Até fruta ela tem rejeitado.

Eu sei que ela está saindo de uma virose. Mas isso justifica, em parte, ESTA greve de fome. E as tantas e tantas e tantas outras?

Eu não sei onde isso vai parar. E se for fase, JESUS, QUANDO ELA PASSA????

Vamos ver se com o fim desta virose vem alguma melhora, mesmo que discreta, na alimentação da minha filha!

Agora dá cá um abraço porque eu estou precisando!

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

A saga do (pouco) peso


Na última postagem, falei sobre como eu andava exausta por conta da gripe da Manu e das infinitas noites sem dormir.

Pois bem.

Resfriado foi embora e minhas noites deram uma leve melhorada. Tenho dormido melhor, apesar de não conseguir deixá-la o tempo todo no seu berço. No meio da noite, pede colo e vem dormir no meio de nós dois, abraçada em mim.

No entanto, o sono já é mais tranquilo e não há desespero caso se vire para o outro lado. Deste jeito, consigo emendar algumas horinhas de sono tranquilo. O suficiente para me tirar do nível "tô morrendo" e me colocar no "tô cansada pra caramba". É ou não é um upgrade?

Isto posto, agora que começa meu dramalhão mexicano.

Ontem foi dia de pediatra. Sim! Dia de PE-DI-A-TRA! Dia de pô-la na balança. De prova dos nove. De chororô - dela e meu!

Mais uma vez, Manuela perdeu peso. DE NOVO! 50 gramas a menos que elevaram absurdamente o meu nível de desespero.

A médica, muito tranquila e segura de si, tentou mais uma vez me tranquilizar, dizendo que Manu não tinha qualquer traço de criança "doente". No entanto, para se assegurar disso, ela decidiu prescrever exames de fezes, urina e de sangue para descartar qualquer problema.

Ela já tinha me avisado que assim procederia caso, mais uma vez, Manu apresentasse problema com o peso. Eu já estava preparada. E mesmo sentindo arrepios só de pensar em vê-la sofrer - mesmo que por trinta míseros segundos - eu estou tranquila com o exame em si.

O que realmente me dói fundo é acreditar que de alguma forma eu sou a responsável por isso. Não consegui identificar em que, mas eu sei que a culpa é minha! Eu sou sua mãe, sua cuidadora, sua responsável. Eu sou adulta, oras! E como uma mulher de 28 anos não consegue fazer um bebê comer?

Como eu não consigo fazer minha filha abrir a boca? Ou evitar que cuspa tudo aquilo que ingeriu?

Como? Como?

A greve de fome está pesada e está muito difícil de fazê-la comer. Já adotei todas as táticas possíveis e nada dá certo.

Paciência?? Não sei nem dizer se eu tenho ou não. Eu tenho medo! ME-DO! Medo que dê algo de errado no exame, medo de reconhecer a minha incapacidade, medo de estar fazendo mal a minha baixinha que só sabe me fazer bem.

Não está fácil.

Hoje, tomada pelo desespero, coloquei-a de castigo. Quando, veementemente, se recusou a comer, com calma, levei-a para o chiqueirinho e conversei com ela. Disse que ela precisava comer para ficar forte e, por isso, a deixaria ali pensando.

Segundos depois, com o coração na mão, voltei. Perguntei se ela ia comer e ela disse que sim.

Ok! Eu sabia que não surtiria efeito. Eu sabia que aquilo não faria com que comesse. Mas me entendam, eu já não sei mais o que faço. Quis, de alguma forma, mostrar a ela que aquela atitude de não comer era errada e que traria consequências.

Não comeu e pouco depois dormiu.

Algumas pessoas me dizem que é fase. Mas ela apresenta isso desde os sete meses. Deixou de ser fase e passou a ser regra.

Falamos, na consulta, sobre os estimulantes de apetite. Ela condenou na hora e disse que eles a deixariam boba e gorda e que este não é, nem de longe, o objetivo.

Segunda-feira faremos as coletas. De dedos cruzados para que seja o mais tranquilo possível e para que descubramos que ela não tem absolutamente nada. Que é só uma magrela sem vergonha!

Torçam por nós!

Ah...e umas fotinhos pra verem como a genética também está envolvida nisso:

Eu:




MANU:



quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Assustadoramente cansada

Odeio ter de admitir: estou exausta!

Exausta mesmo! Como se um trator tivesse passado sobre mim. Estou com o corpo pedindo arrego. Pedindo cama. Pedindo sono. Pedindo pra acordar meio dia.

Dificilmente alguém me vê reclamando de qualquer coisa relacionada à Manu. Não faço isso e chego, na maioria das vezes, a me orgulhar da maternidade intensa que vivo. Amor, bom humor e paciência estão sempre sobrando por aqui e só ameaçam a desaparecer quando a baixinha embarca naquelas famosas greves de fome.

Acontece que uma onda pesada resolveu passar por aqui e está roubando grande parte da minha energia. Estou sem fôlego!

Acho que já comentei por aqui um dos efeitos colaterais da creche: Manu não dorme mais uma noite inteira em sua cama. Para piorar, ela precisa dormir absolutamente agarrada em mim. Se pudesse, acho que entraria no meu corpo para garantir que eu não saísse do lugar.

Lindo, né? Também acho! Sentir seu cheiro e sua respiração é a melhor sensação do mundo. Mas esse agarramento todo só é bom na primeira meia hora. Logo depois, coluna dói, pescoço dói, braço dói...etc etc etc

Eu não posso me mexer! Se eu ouso a chegar um centímetro para o lado, de olhinhos fechados, ela chora, levanta os bracinhos e diz: "té a mamãe, té a mamãe".

Além disso, ela está com uma crechite chata! Pegou um resfriado que está bagunçando ainda mais o coreto. Como não atender a um pedido desses da minha princesa que ainda se ajusta à nova rotina, está doentinha e chamando por mim? Impossível!

Que se dane o meu sono! Que se danem minhas costas, meus braços, minhas pernas! Ela é a prioridade.

E essas noites mal dormidas já ultrapassam duas semanas. Aliás, já perdi a conta! Provavelmente já estamos chegando a um mês neste ritmo. Eu simplesmente não sei mais o que é dormir.

Ah! E, claro! Rotina nova e virose = GREVE DE FOME!

Óbvio! Não seria minha filha se não mostrasse seu desconforto parando de comer.

Com dor no coração, levo-a todos os dias à escola. Lá, ela fica bem e ainda come meio prato grande de comida. Porque aqui em casa, é manha para todo lado. Só aceita mamadeira e fruta.

Marido está em casa comigo e tem me ajudado bastante. Principalmente com os afazeres domésticos. Mas tantas noites sem dormir é de acabar com qualquer um. Imaginem agora que o resfriado dela resolveu passar pra mim? Tá ruim pro meu lado, minha gente!

Já tentei dormir algumas horinhas no meio do dia, mas a cabeça - às vezes, minha pior inimiga - resolve não desligar e não me permite embarcar num sono gostoso.

Fato é que estou morta! Paciente, mas morta! E torcendo para encontrar uma luz no fim do túnel e sair desta situação. Estou achando que esse dengo vai permanecer por um bom tempo, mesmo quando o resfriado passar e a creche não for mais uma novidade em sua vida.




quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Adaptação concluída!

Sabe quando a vida dá aquela enlouquecida e que, num primeiro momento, te deixa sem chão? Pois bem! Algo assim aconteceu por aqui e me manteve distante do blog nesta semana.

Simplesmente não tinha cabeça pra escrever.

Todo sentimento de alegria e de força que havia dentro de mim foi canalizado pra minha filha e para me reestruturar emocionalmente, tomar fôlego e prosseguir.

Agora, estamos todos bem. Com a certeza de que Deus, por suas linhas nada tortas, simplesmente nos deu um empurrão para escrevermos a história que há tanto tempo rascunhávamos. 

Não entenderam nada? Desculpa! Foi só um breve desabafo.

Vamos à creche!

Tudo transcorrendo às mil maravilhas. Manu já está super adaptada e anda, inclusive, ensaiando algumas belas artes por lá. Minha baixinha está começando, enfim, a se sentir à vontade no espaço e a revelar todo seu carisma e peraltice para aquelas bandas.

A minha adaptação também já foi feita! Estou tranquila e conseguindo resolver muitas coisas no período da manhã. Retomei até minha paixão pelos livros! Coisa que há 1 ano e 4 meses não conseguia fazer. A escolinha está fazendo bem a nós duas. E eu sempre soube que assim seria.

A única coisa que ainda consome toda minha energia é a lenga-lenga da alimentação da Manu, que - não tem jeito - curte uma fome sazonal! Só pode! Temporada sim, temporada não ela come. Simples assim.

E não engorda. E eu quase morro do coração - como vocês estão carecas de saber.

Quando penso em escrever sobre o quão bem ela tem se alimentado, ela entra em greve. E quando quero desabafar sobre a dificuldade de fazê-la comer, ela desanda a comer tudo que vê pela frente. Assim. Desse jeito. Bem Do-Contra mesmo.

E eu vivo tentando encontrar uma solução definitiva pra essa bipolaridade alimentar da minha filha que, muitas vezes, me leva à exaustão.

Quer sujar a casa inteira de guache? Beleza! Depois eu limpo!

Que fazer xixi pela casa? Sem problemas!

Quer entrar na banheira e molhar tudo? Vamos lá!

Subir nos móveis? Ótimo!

Mas faça-me o favor de comer, criança! O mínimo para se manter saudável! O mínimo para manter a minha sanidade mental em perfeito estado! PELAMORDEDEEEEUS!

Pode ser? É pedir muito?

A única coisa que não entra em greve por aqui é a fruta!

Manu costuma ingerir, no mínimo, 3 diferentes por dia. Tem o hábito de tomá-las em suco (natural!), de sobremesa e no café da manhã. Mas nada impede que coma uma porção ao longo do dia. 

Isso, além de me encher de orgulho, me serve muito de consolo. 

Pelo menos, ontem e hoje, ela almoçou super bem na escola, onde já ficou famosa por não querer comida e pedir para repetir as frutas. Quando chego para buscá-la, já vêm algumas pessoas para me contar como ela se comportou no refeitório. Nestes últimos dois dias, a comemoração foi geral! Vivaaaa!

Enquanto isso, estou na expectativa enlouquecida para saber se minha princesa ganhou alguns graminhas. Dia 12 tem pediatra e eu não vejo a hora de colocá-la na balança - mesmo que sob muitos gritos de protesto - e ver, no mínimo, 300 gramas a mais!



quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

A quantas anda a adaptação

Aiaiai, esse negócio de adaptação não é nada legal. Mexe com tudo. Rotina, alimentação, sono, dengo e, principalmente, com o emocional desta pessoa que vos fala.

O dia a dia tem sido relativamente tranquilo. Conversando com a equipe da escola, elas disseram que ela chora em dois momentos: logo que chega e quando sai do almoço.

O choro da entrada é o de separação (morro!), muito comum mesmo entre as crianças já adaptadas. Houve dias em que, mesmo com uma entrada tranquila, chorou ao perceber que eu não estava mais por perto. Normal, né?

Passado isso, logo se enturma - na medida do possível, claro! - e até se diverte.

Na hora do almoço, as crianças devem ir para o refeitório, cujo caminho passa pela recepção. No trajeto, ela começa, ressabiada, a me chamar.

Provavelmente por associar aquele espaço à minha presença, não sei. Quando desce, o chororô não para mais. Pelo menos, depois dos dentes escovados e da fralda trocada, chega a hora de ir embora.

Por mais que doa saber que ela sente minha falta (mal sabe ela a falta que EU sinto...), acredito que o processo está correndo dentro da normalidade.

No entanto, algumas coisas têm chamado a minha atenção:

- Desde o primeiro dia de adaptação, ela não dorme uma noite inteira no berço. No meio da noite, chora e pede minha cama. E só de perceber que está entre nós, fecha os olhinhos e dorme tranquila. Quando eu não apago completamente, ainda ensaio devolve-la ao berço, mas ela logo percebe e pede pra voltar.

De repente, sob um olhar pedagógico, eu esteja errando. Mas - quer saber? - eu, neste mento, quero acolher minha princesa e aliviar a pressão da separação. Nada mais! Deixá-la me cheirar bastante e sentir-se protegida. Deixá-la perceber que eu estou incondicionalmente com ela. Deixar-me abraçá-la bastante e diminuir a dor no meu coração. Deixar com que nos adaptemos sem pressa.

- o peso da Manu é um problema que bimestralmente me atormenta (sim! Ainda!). Depois de uma insistente greve de fome, ela voltou a comer bem. Porém, com o início da creche, sua rotina virou de ponta à cabeça.

Minha baixinha não acorda cedo. Nunca acordou. Começa a abrir os olhos – com dificuldade – entre 8:00 e 8:30. E, com isso, toda sua alimentação é atrasada. Toma café quando acorda, perto das 10 faz a colação e almoça por volta de meio dia. Na creche, o almoço é por volta de 10:45. Aí, já viram, né??? Estamos rebolando para enquadrá-la aos novos horários.

Por conta das férias escolares, a creche está na Colônia de Férias. Suas atividades não estão a todo vapor e, por isso, decidimos continuar a adaptação com cautela. Aproveitaremos esse clima mais tranquilo e a minha disponibilidade para inseri-la, calmamente, à rotina.

Sendo assim, em janeiro, ela ainda não ficará as 4 horas e meia por lá. A não ser que percebamos que ela já está apta.

Além disso, Manu resolveu ensaiar uma gripe - nada mais natural: nesse calor infernal aqui do Rio, o entra e sai do ar-condicionado só podia dar nisso mesmo – e nos deu mais um motivo para pisar no freio com sua adaptação.

No meio disso tudo, ela ainda achou tempo para inventar moda: não quer mais usar fralda! Pede o tempo todo pra tirar e ainda me avisa quando quer fazer cocô.

Oi, desfralde? É você que está chegando?

Bom...isso é papo pra outro post que já está quase pronto, esperando algumas atualizações.


Enquanto isso, vamos tentando colocar tudo nos trilhos.


segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

A Minha Adaptação

Semana passada, passei firme todos os dias. A certeza de que fazia o melhor pra Manu me segurou nos cinco dias de adaptação.

Mas hoje, como previa, a coisa foi bem diferente: coração na mão e estômago apertado por deixá-la, de fato, na escolinha.

Marido e eu fomos cantando até lá, repetindo várias vezes que Manu estava indo se divertir com os amiguinhos e que mais tarde a mamãe voltaria para buscá-la.. Fizemos festa ao chegarmos na porta e ela parecia acompanhar nossa animação.

Quando a tia da recepção veio pegá-la, ela não curtiu. Com seu choro meio forçado, agarrou-se a nós não querendo sair. Mas foi só uma das tias com quem ela se relaciona aparecer, para ela abrir um sorriso e ir com tranquilidade.

Só que desta vez, eu não respirei aliviada. Sentada na entrada, eu cheguei a chorar! Sim! Desta vez, meu lado bunda mole aflorou e eu chorei. Marido, muito mais tranquilo que eu, puxou minha orelha ao mesmo tempo em que me confortou.

Passados uns quinze minutos, pedi para vê-la. Ela estava sentada brincando com as tias, uma criança e uma boneca. Sorrindo, sem sinais de choro.

Marido - uma pessoa normal que não chora com comercial de margarina - lembrou-me de ir embora. 

Na rua, frouxa, pedi um abraço e chorei bastante. BAS-TAN-TE! Que sensação esquisita, ruim, horrorosa! Parecia que um pedaço do meu coração fica ali. Assim desse jeito dramático e cafona mesmo.

Em casa, tantas coisas a serem feitas. Tantas possibilidades. Dormir, tomar (outro) banho tranquila, lavar a louça, fazer comida, arrumar o quarto dela, desarmar a árvore de natal (sim! ela ainda está armada), esvaziar a cabeça... Mas eu não sabia o que fazer. Fiquei perdida!

Fui cozinhar para o tempo passar mais rápido. Que vazio!!! Que casa sem graça sem ela. Cadê minha baixinha andando de um lado pro outro chamando mamãe? Cadê minha bagunceira que sai correndo, às gargalhadas, pra se esconder no box? Que vida chata sem ela por perto.

No entanto, eu sei - e sei mesmo! - que todos precisamos viver. Ela e eu. Nós duas passamos um ano e quatro meses numa simbiose perfeita, respirando o mesmo ar e estando, incondicionalmente, juntas. Precisamos aprender a estarmos fisicamente distantes e traçarmos nossos próprios caminhos. Por mais que me doa, é a vida. Não tem outro jeito.

Poderia, sim, esperar até que completasse dois anos. Mas eu não quis. Manu, cheia de energia, pede atividades, tem sede de conhecimento, de descobertas. E as nossas possibilidades aqui não são muitas. Por mais que eu me dedique integralmente a ela e passe o dia inventando coisas, a socialização é saudável e traz muitas novidades. São novos ares, novas opiniões, novas brincadeiras, novos amigos... Privá-la disso por sentir sua ausência seria um egoísmo sem tamanho.

Querê-la só para mim, definitivamente, não é prova de amor! (Tá...querer eu bem que quero, mas eu sou uma pessoa esperta e sei que não está certo!).

Na metade do período, não resisti e liguei. Foram vê-la e me disseram que estava olhando a piscina e que recusou o suco na hora da colação. 

Terminei minhas coisas e fui buscá-la. 

Ela estava descendo do almoço e eu me escondi para que não me visse. A tia Vânia veio conversar comigo e disse que ela não aceitou comer. Na verdade, ela me falou que Manu ficou muito bem e que quase não chorou, até às 10:45, quando resolveu chamar ininterruptamente por mim até abrir o berreiro. Neste momento, sentiram que ela ficou mais quente. Colocaram o termômetro: 37.2°C - provavelmente, emocional!

Tentaram dar o almoço, mas ela recusou, comendo apenas o mamão.

Acreditem sem quiser: o choro dela não é o que me faz sofrer. Não é legal, não é divertido e muito menos motivo para risadas. Mas eu sei que é normal. Todas nós passamos por isso e nem nos lembramos. Não ficamos traumatizadas por ir à escola. Então eu sei que passa!

Eu sofro mesmo por ela não comer (novidade!) e, principalmente, por sua ausência. Eu tenho muita dificuldade de estar longe dela, mas como já disse, sei que é necessário. Sabe mãe apegada? Prazer!

Quando me viu, abriu aquele sorrisão de novo. Que eu farei questão de falar dele todas as vezes que ele aparecer. Recompensa tudo. Apaga qualquer tristeza e me faz transbordar de alegria.

Soluçando, me agarrou muito, mas como sempre, sorrindo e me mostrando tudo. As tias, os brinquedos, o mural. Cantou, dançou...tudo ao mesmo tempo agora, relatando, ao seu jeito, tudo o que fez naquela manhã. É apaixonante!

Em casa, pus o termômetro e sua temperatura estava normal. Apesar de errado, dei a mamadeira para que ela relaxasse junto a mi . Tinha a certeza de que não aceitaria comida.

Mamou tudo bem abraçadinha, pediu a "pepê", fechou o olho e dormiu. Linda como sempre!

E eu estou doida pra que acorde logo pra fazermos muita bagunça juntas!

Amanhã tem mais! 

Wish me luck!