Hoje, o período foi de duas horas e incluía a colação. Como comer não é o forte da modelete aqui, bem cedo, dei a mamadeira e dois pãezinhos com requeijão. Eu não sabia como reagiria à hora do suquinho e preferi não arriscar.
Dessa vez, marido foi conosco. Chegamos, e ela logo reconheceu onde estava e eu aproveitei para repetir parte do processo de ontem: fiz com que mandasse beijos de bom dia às tias da recepção e fui logo mostrá-la as crianças, perguntando se gostaria de se juntar a elas. Resposta afirmativa e ela logo foi pro colo da Tia Vânia.
Marido e eu ficamos esperando enquanto ela, no andar de cima, brincava com as crianças. Depois de algum tempo, nos chamaram para espiá-la - a melhor hora!!!
De longe, a vi sentada no colo de uma delas, cheia de brinquedo nas mãos e percebi que soluçava, como se houvesse chorado há pouco.
Me contaram que, assim que subiu, chamou mamãe e, como não me viu. chorou. Mas bastou um pouco de jogo de cintura e umas bonequinhas para logo parar de chorar.
Desci e marido foi trabalhar. Enquanto esperava, comecei a prestar atenção às coisas que aconteciam e algumas, confesso, me chocaram bastante!!!!
Duas crianças chegaram completamente descabeladas, com remela nos olhos e roupas absurdamente amassadas. Pouco depois, voltaram cheirosas, de cabelos molhados e sem remelas - mas as roupas, apesar de serem outras, pareciam ter saído da boca de um leão]!!! Como quem não quer nada, engatei uma conversa com a recepcionista que me contou que algumas mães SEMPRE mandam seus filhos sem banho para lá. É do berço direto pra escola!
Outros pais retornaram com seus filhos à creche depois de um mês de férias. Os pequenininhos, claro!, choravam bastante por terem de se separar das suas famílias. Os pais? Entregavam os filhos aos berros sem um beijinho de despedida! Sem um afago! Sem uma frase de consolo! Isso aconteceu ontem e hoje!
E a pior de todas as histórias:
Um menino de pouco menos de um ano chorava muito. Ele já está adaptado ao berçário e não costuma chorar. As tias, preocupadas, achavam que ele podia estar com dor e antes de qualquer providência, começaram a buscar pela mãe. Depois de muito ligar, a mãe, enfim, atende o telefone e pede para que enrolem com a criança até, pelo menos, a hora do almoço, quando, só então, ela veria o que poderia ser feito.
OI?????????????????????????
Morri de dó do pobre do menino que teria de esperar, no mínimo, três horas para ter seu sofrimento resolvido. O pobrezinho recebia mais amor das tias do que da própria mãe.
Mas nem tudo é desgraça! Foram muitas as mães que deixaram seus filhos com dor no coração. Muitas outras que chegavam fazendo festa com as crias e outras tantas que buscavam por informação. Ainda bem que a maioria era assim!
Nessas duas horas, fui diversas vezes dar uma olhadinha na MINHA cria! No início, ressabiada; com o tempo, estava soltinha soltinha! Pelo vidro, pude vê-la correndo, pulando, gargalhando e dançando muito. Uma coisa linda de se ver.
Na saída, mais uma vez, ela me comoveu. Pude ver muito amor naqueles olhinhos que brilharam ainda mais ao ver que eu estava ali. Um abraço apertado, um beijo e muitos sorrisos, para, em seguida, me mostrar o mural com figuras e dizer: SOL! Mais uma palavra pro vocabulário da minha princesa.
Lá dentro, tocava Trem da Alegria. E ainda deu tempo de ouvir a música e dar uma última dançadinha no meu colo.
Perguntei como foi e, mais uma vez, só recebi elogios. Ela não tomou o suco e chamou a mamãe o-tempo-todo, mas se divertiu à beça,tagarelou muito e interagiu com todo mundo!
Como previa, a adaptação está sendo bem tranquila. Apesar de ter chorado um pouquinho, ela é um doce e sabe do tanto de amor que a cerca.
Pela rua, veio tagarelando, dançando e cantando. Esbanjando alegria. Em casa, tomou suco de tangerina, comeu biscoito e apagou.
Amanhã tem mais!

























