quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

A saga do (pouco) peso


Na última postagem, falei sobre como eu andava exausta por conta da gripe da Manu e das infinitas noites sem dormir.

Pois bem.

Resfriado foi embora e minhas noites deram uma leve melhorada. Tenho dormido melhor, apesar de não conseguir deixá-la o tempo todo no seu berço. No meio da noite, pede colo e vem dormir no meio de nós dois, abraçada em mim.

No entanto, o sono já é mais tranquilo e não há desespero caso se vire para o outro lado. Deste jeito, consigo emendar algumas horinhas de sono tranquilo. O suficiente para me tirar do nível "tô morrendo" e me colocar no "tô cansada pra caramba". É ou não é um upgrade?

Isto posto, agora que começa meu dramalhão mexicano.

Ontem foi dia de pediatra. Sim! Dia de PE-DI-A-TRA! Dia de pô-la na balança. De prova dos nove. De chororô - dela e meu!

Mais uma vez, Manuela perdeu peso. DE NOVO! 50 gramas a menos que elevaram absurdamente o meu nível de desespero.

A médica, muito tranquila e segura de si, tentou mais uma vez me tranquilizar, dizendo que Manu não tinha qualquer traço de criança "doente". No entanto, para se assegurar disso, ela decidiu prescrever exames de fezes, urina e de sangue para descartar qualquer problema.

Ela já tinha me avisado que assim procederia caso, mais uma vez, Manu apresentasse problema com o peso. Eu já estava preparada. E mesmo sentindo arrepios só de pensar em vê-la sofrer - mesmo que por trinta míseros segundos - eu estou tranquila com o exame em si.

O que realmente me dói fundo é acreditar que de alguma forma eu sou a responsável por isso. Não consegui identificar em que, mas eu sei que a culpa é minha! Eu sou sua mãe, sua cuidadora, sua responsável. Eu sou adulta, oras! E como uma mulher de 28 anos não consegue fazer um bebê comer?

Como eu não consigo fazer minha filha abrir a boca? Ou evitar que cuspa tudo aquilo que ingeriu?

Como? Como?

A greve de fome está pesada e está muito difícil de fazê-la comer. Já adotei todas as táticas possíveis e nada dá certo.

Paciência?? Não sei nem dizer se eu tenho ou não. Eu tenho medo! ME-DO! Medo que dê algo de errado no exame, medo de reconhecer a minha incapacidade, medo de estar fazendo mal a minha baixinha que só sabe me fazer bem.

Não está fácil.

Hoje, tomada pelo desespero, coloquei-a de castigo. Quando, veementemente, se recusou a comer, com calma, levei-a para o chiqueirinho e conversei com ela. Disse que ela precisava comer para ficar forte e, por isso, a deixaria ali pensando.

Segundos depois, com o coração na mão, voltei. Perguntei se ela ia comer e ela disse que sim.

Ok! Eu sabia que não surtiria efeito. Eu sabia que aquilo não faria com que comesse. Mas me entendam, eu já não sei mais o que faço. Quis, de alguma forma, mostrar a ela que aquela atitude de não comer era errada e que traria consequências.

Não comeu e pouco depois dormiu.

Algumas pessoas me dizem que é fase. Mas ela apresenta isso desde os sete meses. Deixou de ser fase e passou a ser regra.

Falamos, na consulta, sobre os estimulantes de apetite. Ela condenou na hora e disse que eles a deixariam boba e gorda e que este não é, nem de longe, o objetivo.

Segunda-feira faremos as coletas. De dedos cruzados para que seja o mais tranquilo possível e para que descubramos que ela não tem absolutamente nada. Que é só uma magrela sem vergonha!

Torçam por nós!

Ah...e umas fotinhos pra verem como a genética também está envolvida nisso:

Eu:




MANU:



2 comentários:

  1. Pati, eu não sei como ajudar você... To torcendo pros exames terem bons resultados. Mas como fazer pra Manu comer?!? Você já tentou desenhar carinhas divertidas com a comida? Cores diferentes, texturas... Puxa, que difícil!
    Te desejo boa sorte!
    Rita
    http://melancianabarriga.blogspot.com

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  2. Owwwwn supeeer parecidaaas amiga.....
    Vc está certa, vc esta agindo pelo melhor dela =)
    bjo

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