![]() |
Indo à festinha |
Semaninha está sendo bem chata, regada a doses cavalares de
crises existenciais. Mas, como a gente enverga e não quebra, não dá para ficar
reclamando da vida nem chorando pelos cantos – o negócio é respirar fundo,
colocar um sorriso no rosto e seguir caminhando.
Quinta, dia dois, Manu completa oito meses de pura bagunça e
gostosura. A cada dia, mais deliciosa e ativa! Quanto mais radical a
brincadeira, mais ela gosta. Chega a chora de rir a pessoinha. E eu rio junto,
né? E choro junto também. Não aguento com tanta emoção.
Além disso, a danada é simpática. É só sair de casa para ela
distribuir beijos e sorrisos às pessoas. Qualquer pessoa! O negócio dela é
brincar! E com esse jeito, compra todo mundo. Ela tem um carisma que é uma
coisa de louco.
Por outro lado, bem parecida comigo, não vai ao colo de
qualquer um. Ela brinca, conversa, manda beijo, mas nada de ir pros braços de
pessoas a quem não conhece. Precisa confiar para isso. É tipo “fala, mas não
pega”, sabe? Principalmente se o lugar estiver cheio e várias pessoas começarem
a mexer demais. Aí a gordinha fica danada da vida. Mostra toda sua indignação
chorando aos berros.
Ontem mesmo, recebi a visita de uma amiga querida. De
primeira, Manu já distribuiu sua simpatia. Mas foi só tentar pegá-la para o
choro começar. No entanto, com o tempo foi se acostumando e, naturalmente, foi
ao colo da nova tia e adorou! Divertiu-se à beça.
Sinceramente, gosto disso. Não por ciúmes nem posse, juro!
Mas, com esse jeito, ela nos mostra que sabe bem quem são os “seus”. Nos mostra
que nos reconhece e que confia na sua família. E, além do mais, ela brinca e
interage com os outros. Só não se deixa levar!
É chato ver a frustração no rosto de alguns. Não vibro de
alegria com isso. Porém, não acho que minha filha esteja errada. Na hora,
converso, mostro que não tem problema ela ir e que eu estou ao seu lado. Mas,
se ela não quer, não forço a barra.
Com a minha avó, por exemplo. No final de semana, estivemos
juntas em uma festa infantil. Chegamos ao aniversário e havia várias pessoas
desconhecidas para ela e a bisa tentou pegá-la. Claro que ela chorou. E claro
que foi ruim ver minha avó frustrada. Mas, conhecendo minha gordinha, sabia que
mais tarde ela iria. E foi!
O negócio é saber respeitar o tempo dela!